Filosofia & Interdisciplinariedade

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sábado, 10 de setembro de 2011

Ayahuasca



Ayahuasca é uma bebida produzida a partir de duas plantas amazônicas: Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis.[1] O nome significa cipó dos mortos.[1]

História

Utilizada pelos incas ou melhor pelo complexo histórico cultural assim denominado. Segundo Darcy Ribeiro [2] apesar das diferenciações lingüísticas e das variantes culturais e nacionais o bloco inteiro deve ser encarado como uma só macro-etnia a neo-incaica. Numa avaliação que fez em 1960, publicada no livro "As Américas e a civilização", encontrou uma população de 15, 5 milhões de habitantes, na área montanhosa de 3.000 km de extensão que vai do Norte do Chile ao Sul da Colômbia cobrindo os atuais territórios da Bolívia, Peru e Equador, destes 7,5 milhões são considerados indígenas, 3 milhões brancos, por auto-definição e 5 milhões de cholos (mestizos).
A hoasca é utilizada tradicionalmente nos países como Peru, Equador, Colômbia, Bolívia e Brasil e ainda por pelo menos setenta e duas diferentes tribos indígenas da Amazônia.[3],[4] Anexo: Relação dos povos indígenas que utilizam Ayahuasca
Seu uso se expandiu pela América do Sul e outras partes do mundo com o crescimento de movimentos religiosos organizados, sendo os mais significativos a União do Vegetal, o Santo Daime e A Barquinha, além de dissidências destas e grupos (centros, núcleos ou igrejas) independentes que o consagram em seus rituais.[5]
Há estimativas do início da sua utilização e dispersão entre as tribos ameríndias entre 1.500 e 2,000 a.C. estando entre os principais estudos dessa datação os realizados pelo etnógrafo equatoriano Plutarco Naranjo que sumariou a pouca informação disponível sobre a pré-história da ayahuasca a partir de evidências arqueológicas abundantes em vasos de cerâmica, estatuetas antropomórficas, e outros artefatos (Naranjo, 1979, 1986).[6]
O estudo ocidental da hoasca começou com o renomado botânico inglês Richard Spruce (1817 — 1893), que, entre 1849 a 1864, viajou intensamente através da Amazônia brasileira, venezuelana e equatoriana, para montar um inventário da variedade de espécies de plantas lá encontradas na companhia de Alfred Russel Wallace (1823 — 1913) e Henry Walter Bates (1825 — 1892) . Esse trabalho reuniu mais de 30.000 espécimes vegetais da Amazônia e dos Andes, entre as espécies novas descritas e classificadas por ele estava a Banisteria caapi da família das Malpighiaceae e os gêneros da Seringueira (Hevea) e Cinchona da qual o quinino é derivado.
Quanto às Malpighiaceaes, esse estudo, não só procededeu a descrição botânica da espécie como também sua utilização ritual (Dabocuri) pelos índios do Rio Uapés segundo ele os nomes indígenas dessa espécie são Caapi no Brasil e venezuela, Cadaná entre os índios Tukano do Uapés e Aia-huasca no Equador. (Spruce, 1852, apud:Hoene) [7]


Fonte: wikipedia

4 comentários:

  1. Ayahuasca: Perguntas Freqüentes e Respostas sobre Ayahuasca (também denominada de Vegetal, Daime, Hoasca):


    1. Que é a borracheira?

    Borracheira é um dos nomes dados à força viva que circula e envolve todos os que bebem a Ayahuasca, durante a sessão, e que permite que as pessoas se
    recordem ou descubram quem realmente são. Este termo foi cunhado na União do Vegetal, e outros grupos podem usar outros nomes para designar a mesma força.


    2. Que ganhos espirituais posso obter bebendo a Ayahuasca?
    O chá facilita a concentração mental, chegando a induzir um estado superior de consciência. Neste estado, o ayahuasqueiro sente-se unido aos outros
    participantes da sessão, e mais próximo da Natureza Divina e de suas manifestações.


    3. Que são as mirações?
    Algumas pessoas, quando bebem o chá, passam a enxergar raios coloridos muito bonitos, os objetos têm seus contornos mais definidos, aparecem filigranas coloridas como tapetes florais - esta é a miração, que mostra a beleza, que é um dos raios da Natureza Divina. Podem aparecer também imagens mentais nítidas de pessoas, plantas, animais e objetos, em movimento ou não, sonoras ou silenciosas, cuja presença pode ser sentida como desagradável ou como agradável, dependendo do caso.
    Estas imagens e os pensamentos, sensações e emoções que as acompanham podem ser apenas divagações, como podem ser recordações, e podem também, com menos frequência, ser premonições e sinais de clarividência, dependendo da sensibilidade e do grau de evolução do
    ayahuasqueiro.


    4. O chá pode provocar o vômito?
    Na vida comum, enjôo, náusea e vômito são frequentemente associados a doença, podendo sua manifestação causar apreensão às pessoas que sentem estes efeitos quando bebem a Ayahuasca pela primeira vez. No entanto, consideramos que a pessoa está passando por um momento em que precisa limpar-se física- e espiritualmente, o que a Ayahuasca
    proporciona desta forma.
    Quando um(a) participante novato(a) passa por esta situação, os irmãos mais experientes se aproximam e se prontificam a auxiliá-lo(a) quando necessário, para que se sinta amparado(a) e tenha mais conforto. A náusea é um efeito passageiro, e após alguns momentos dará lugar a tranqüilidade e uma calma alegria. Não de deve lutar contra o fenômeno. Quem já tem experiência, procura
    com antecedência um local apropriado onde possa vomitar, um pouco afastado dos demais participantes, e onde seja fácil fazer posteriormente a limpeza. Há
    grupos estabelecidos que possuem um local próprio para esta finalidade. Nem todas as sessões proporcionam o aparecimento de náuseas, nem todos os participantes são atingidos.

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  2. 5. Que outros efeitos estão ligados à Ayahuasca?

    As percepções (visão, audição, olfato, tato, etc.) ficam mais aguçadas. A luz
    forte pode tornar-se incômoda. As pessoas se tornam mais sensíveis, conseguem
    soltar mais as emoções; tornam-se mais atentas e atingem maior clareza de
    raciocínio. Pode haver a sensação de frio, pode em outras ocasiões haver a
    sensação de calor. Alguns destes efeitos continuam mesmo após a sessão, no dia
    ou nos dias seguintes.


    6. Como é feita a Ayahuasca?

    A Ayahuasca é preparada a partir de duas plantas nativas da Amazônia, o cipó
    mariri e o arbusto chacrona. O mariri também é conhecido como jagube, e pode
    ter outros nomes regionais. A chacrona também é conhecida por rainha e por
    outros nomes.
    Utilizam-se os ramos do mariri e as folhas da chacrona, que são
    cozinhados em água para obter-se o chá. Não há necessidade de outros
    ingredientes para que o produto apresente a borracheira; no entanto, outras ervas
    são acrescentadas em alguns lugares, por exemplo a fim de preparar vegetal
    (outro nome da Ayahuasca) para sessões de cura.


    7. A Ayahuasca é um alucinógeno?

    O termo "alucinógeno," que quer dizer "provocador de alucinações," faz parte
    do vocabulário médico e das páginas policiais, designando a situação
    indesejável de pessoas que perdem o auto-controle, entram em surtos psicóticos
    e se tornam anti-sociais sob o efeito de drogas ou descontrole mental.
    Em sociologia e antropologia, utiliza-se o termo "enteógeno" para
    designar um alimento ou bebida que se ingere para conseguir uma experiência
    de comunhão com o Divino. Da mesma forma, as plantas de poder utilizadas nos
    rituais são também denominadas de plantas enteogênicas.
    Isto vale tanto para as culturas ditas primitivas, quanto para a nossa
    civilização, que se diz avançada, onde cada vez mais pessoas procuram um
    caminho de auto-conhecimento ligado ao retorno à natureza.
    O uso da Ayahuasca para finalidades religiosas e espirituais é permitido e
    tem seus benefícios reconhecidos no Brasil. As sessões com esta orientação
    ocorrem sob controle de lideranças experientes, que sabem dosar a quantidade
    de chá oferecida a cada participante, e dirigem a força no sentido da elevação
    espiritual e do bem-estar de todos.

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  3. 8. Como devo comportar-me durante a sessão?

    Posturas antagonistas, críticas ou ridicularizantes prejudicam os trabalhos e o
    próprio participante. Ninguém é obrigado a comungar o chá. Ninguém é
    obrigado a acreditar no que se diz. Desde que você bebeu o chá, participe junto
    com todos. Evite ficar remoendo preocupações do dia-a-dia. Espere uma
    experiência positiva.
    Os participantes iniciam a sessão em lugar determinado ou escolhido,
    próximo ao local de direção, ao qual retornam ao término. A movimentação é
    livre no espaço determinado como o espaço limite da sessão, podendo ser
    solicitado o auxílio para ir ao banheiro ou a outro local. A preferencia é de
    permanecer no lugar inicial ou em sua proximidade, podendo-se procurar ainda
    um maior conforto, e podendo haver atividades individuais ou coletivas,
    inclusive como parte do próprio ritual da sessão, que exijam ou estimulem o
    deslocamento.
    O local da sessão (espaço limite) não deve ser abandonado durante a
    mesma.
    A demonstração de emoções é natural. Há quem chore, há quem sorria.
    Quem quiser falar, perguntar, cantar, dançar, manifestar-se de outra forma, terá a
    sua hora, dentro do que prevê o ritual.
    Não se esconda nem procure chamar sobre si as atenções. Se sentir sede
    durante os trabalhos da sessão, beba água.
    Não se permitem armas de qualquer espécie no ambiente da sessão. Deixe
    o celular desligado. Não fume no local onde se realizam os trabalhos, para evitar
    incômodos.
    Chegue com antecedência. Após o término da sessão, haverá a
    confraternização e o lanche, que são opcionais.


    9. Como devo preparar-me para a sessão?

    Evite roupas e sapatos apertados ou desconfortáveis; não use salto alto. Evite
    também jóias pesadas ou peças que exijam atenção especial. Prefira o modesto
    ao extravagante. Use vestimentas de cores sóbrias, de preferência claras. Se a
    sessão for em local aberto, durante os meses mais frios do ano, traga roupa de
    frio, e até um cobertor poderá tornar-se necessário.
    Não beba bebida alcoólica nem faça uso de drogas no dia da sessão.
    Comunique com antecedência à/ao dirigente se fizer uso de remédios
    fortes ou tiver alguma doença ou problema de saúde. Comunique a ocorrência
    recente de eventos traumatizantes, tais como acidentes e mortes na família.
    Evite comidas pesadas ou indigestas, como feijoadas e churrascos, e
    modere a quantidade. Um jejum leve com comida à base de frutas, sucos e
    alimentos naturais será benéfico.
    Demonstre o carinho habitual pelo(a) companheiro(a), mas procure
    manter abstinência sexual.
    Observação: as restrições aqui colocadas estão em sua forma mais branda.
    Alguns grupos que bebem Ayahuasca exigem abstinências e jejuns mais
    prolongados.


    10. A volta para casa: é seguro dirigir automóvel?

    Iniciada uma sessão em que todos comungam a Ayahuasca, solicita-se, por
    necessidade do próprio ritual e para a segurança dos participantes, a
    permanência de todos até o final dos trabalhos. Mesmo após o encerramento,
    que normalmente ocorre duas horas ou mais após a repetição de beber o chá,
    cuidados devem ser tomados. Se a borracheira ainda estiver se apresentando, ou
    o participante estiver muito cansado, é melhor permanecer no local da sessão,
    repousando ou mesmo dormindo até ficar mais desperto.
    Evite voltar sozinho de automóvel. Se a borracheira aparecer novamente
    durante a viagem de volta, não hesite em parar o carro ou entregar o volante a
    outra pessoa mais descansada.


    Fonte: Centro Enteogênico La Flor (CELF), Ayahuasca: Perguntas Frequentes e Respostas, Maio de 2010 - 04/04

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  4. http://plantandoconsciencia.org/novoblog/2015/09/30/aya-bifasico/#

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